No dia 18 de agosto, a Igreja celebra a memória de Santa Helena, mãe do imperador Constantino, o Grande.
Helena nasceu por volta do ano 248, provavelmente na região da Bitínia (atual Turquia). De origem simples, casou-se com o general romano Constâncio Cloro, com quem teve seu único filho, Constantino. Mais tarde, quando Constâncio se tornou imperador e desfez o casamento por motivos políticos, Helena permaneceu afastada da vida pública.
Sua história muda quando Constantino, proclamado imperador em 306, a chama de volta à corte e a honra com o título de “Augusta”. Convertida ao cristianismo, Helena tornou-se profundamente devota e passou a apoiar a difusão da fé, incentivando a construção de igrejas e obras de caridade.
A descoberta da Santa Cruz
Em sua famosa peregrinação à Terra Santa, por volta do ano 326, Santa Helena mandou escavar o monte do Gólgota. Ali teriam sido encontrados os restos da Cruz de Cristo. O bispo Macário de Jerusalém teria ajudado a identificar a cruz verdadeira, distinguindo-a por milagres realizados.
Helena também mandou construir importantes basílicas, como a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém e a Basílica da Natividade em Belém, que até hoje são pontos centrais de peregrinação.
Seu legado
Santa Helena faleceu em Roma, em torno do ano 330, com cerca de 80 anos de idade. Seu corpo foi sepultado na capital do Império e suas relíquias hoje estão espalhadas por várias igrejas da Europa.
A Igreja a reconhece como a santa que encontrou a Cruz, símbolo central da fé. Seu testemunho de fé e sua busca incansável pela verdade nos convidam a viver com a mesma confiança em Cristo.